Copyright ®
20022011
Daniella Thompson
All rights reserved
Daniella Thompson on Brazil
Saturday, October 22, 2011
Hear Chico Buarque’s latest CD
Chico, released in July 2011 by Biscoito Fino, is Chico Buarque’s first album with new compositions since Carioca (2006). Rádio Educadora FM of Bahia broadcast it four days ago on its Especial da Seis program. The good news is that the program is available for online listening on the station’s extensive audio archive.
To find out more about the CD Chico, read Kees Schoof’s review in Música Brasileira.
Brazilian copyright law releases intellectual property 70 years after the author’s death. Thus, the works of Chiquinha Gonzaga (1847–1935) fell into the public domain in 2005. This occurrence, however, did not automatically make the compositions accessible that year. Of the composer’s vast body of work, only about 12 scores were commercially available.
For more than three years, they hunted for sheet music in libraries and private collections. By 2010, with the help of Instituto Moreira Salles, they had managed to accumulate over 300 scores of Chiquinha Gonzaga compositions. These have just been published on the Chiquinha Gonzaga website under the name Acervo Digital Chiquinha Gonzaga.
The compositions range across a vast spectrum of genres, including valsas, tangos brasileiros, canções, polkas, fados, habaneras, romances, duets, baladas, marchas, religious tunes, serenatas, barcarolas, modinhas, gavotas, mazurkas, dobrados, and choros.
On the website, the tunes are arranged alphabetically by title and can also be searched by title, genre, or instrumentation. Each one is accompanied by background notes written by Edinha Diniz, author of Chiquinha Gonzaga: Uma História de Vida. Many include guitar tabs and lyrics.
This heroic effort is merely the first phase in the project to resurrect the composer’s complete body of work. Braga and Dias hope to follow it up by including Chiquinha Gonzaga’s hundreds of stage tunes.
Dias and Braga at the launch party in Rio, 18 Oct. 2011
This is the invitation for the opening party of my new TV series ”No Compasso da História”—Brazilian history, told by Brazilian music. It’s an old project of mine that has finally come true, with the help of the mayoralty of the city of Rio. It’s a series of 15 documentaries, and we’ve spent the last 18 months working hard on it: 500 years of History and over 150 songs! It will be aired both on TV and in public schools.
I know you probably won’t be able to make it to the party (it’s a shame you will miss the mayor’s speech... :-)) but I wanted to let you know about it, anyway, as I’m so proud of the work we've done.
On 10 June 2011, João Gilberto celebrated his 80th birthday. To commemorate the occasion, Cultura Brasil has produced a series of audio documentaries titled Retrato de João. Each program is one-hour long. Two programs are already online, and a third is to follow.
The programs are based on interviews with the likes of Ruy Castro, Zuza Homem de Mello, Roberto Menescal, Miúcha, Moraes Moreira, Oscar Castro Neves, and João Donato. They also include reminiscences by his contemporaries Carlos Lyra, André Midani, Durval Ferreira, and Tito Madi. There are also testimonials by Bebel Gilberto, Gal Costa, and Paulinho Boca de Cantor and Luiz Galvão of Novos Baianos.
Interspersed among the reminiscences are many of João’s seminal recordings.
According to the Estado de S. Paulo, João Gilberto will commemorate his 80th birthday with concerts in five Brazilian cities. The concerts will take place between 29 August and 30 November in Rio, São Paulo, Salvador, Porto Alegre, and Brasília. The Rio concert is likely to take place on 10 September, and that in São Paulo, a week earlier.
João Gilberto to retire
A farewell performance in August.
O Globo columnist Ancelmo Gois announced it on 18 May:
A genius’s goodbye
In June, João Gilberto will complete 80 years of life.
The idea is to celebrate the date with a big show in August, anounced as the farewell of the genius of Brazilian music.
The legacy of João...
The show, in Rio, will be captured in 3D and transmitted to 200 movie theatres around the world. Eighty of them will be in Brazil. The program will range from Nelson Cavaquinho to Caetano Veloso.
Artur Rubinstein and Darius Milhaud, Rio de Janeiro, 1918 (Rubinstein: My Many Years)
As Darius Milhaud maintained in his autobiography, Notes sans Musique (1949), he intended Le Boeuf sur le Toit to be a musical accompaniment for one of Charlie Chaplins films. Cocteau disapproved of my idea, and proposed that he should use it for a show, which he would undertake to put on. Cocteau had a genius for improvisation! Hardly had he conceived the idea of a project than he immediately carried it out.
The pianist Artur Rubinstein, who had made Milhauds acquaintance during his first South American concert tour, presents a different scenario in his own autobiography, My Many Years (1980). Rubinsteins account reveals that Milhaud and Cocteau first presented Le Boeuf to Serge Diaghilev in the hope that he would stage it.
Sobre o problema da Orquestra Sinfônica Brasileira
por Paulo Sergio Santos
Foto: Silvana Marques
Muito foi falado nos blogs nacionais e internacionais, nos jornais, rádios e televisões, sobre a “tsunami” que invadiu o Rio de Janeiro. Existem exposições maravilhosas, com as quais eu concordo, outras igualmente bem escritas, que expressam opinião divergente. A minha versão é: está sendo dizimado um ícone que fez 70 anos de existência e tradição, de glórias e de momentos difíceis, todos superados com a dedicação dos seus integrantes incluindo, obviamente, seus dirigentes, ao longo de vários anos. Muitos obstáculos foram removidos com muita paciência, perspicácia e perseverança. Sempre em nome da instituição, muitas pessoas acreditaram que construíam uma fortaleza baseada não só no rendimento musical e artístico, mas no bom senso, espírito coletivo e inteligência.
A única coisa de que tenho certeza nesse imbróglio é que, se eu pertencesse à orquestra e tivesse me confrontado com uma “avaliação de desempenho” imposta verticalmente pela diretoria, certamente eu estaria agora do lado dos demitidos. E tomaria tal posição, por discordar veementemente dos motivos reais e tão claros que impulsionaram a implantação desse projeto, descabido e totalmente maléfico e não por medo de ser avaliado pois músicos de verdade e não só robôs são avaliados automaticamente nos seus ensaios e apresentações.
Dizer que a OSB ressurgirá das cinzas atuais com característas que podem explicitar um possível desempenho técnico e artístico compatível com o das maiores orquestras do mundo, equivale a previsões feitas com bolas de cristal. E ainda que isso acontecesse, não justificaria o método desumano aplicado. Os fins definitivamente não justificam os meios. O altíssimo preço da irresponsabilidade, da falta de sabedoria, da falta de humildade e da intransigência acabou sendo pago por muitos músicos, com a demissao de 50% da orquestra. Isso acarreta uma tragédia geradora de conflitos de conceitos, idéias e ideais que impedem que ela volte a ser íntegra como sempre foi.
Há muita gente que crê no “sucesso” a qualquer preço! Há muita gente que acredita em “excelência” absoluta, ou seja: que não leva em conta o contexto em que os fenômenos evolutivos acontecem com a rede de relações intrínsecas e às vezes sutis, entre as causas e os seus respectivos efeitos, sejam eles positivos ou nefastos e deploráveis.
O importante é “vencer”! Eu pergunto: vencer o quê? Não há adversário. Não há disputa. A humanidade precisa repensar esses conceitos básicos. A impressão que temos de estar “largados” no tempo e no espaço, nos “empurra” para a penumbra de uma realidade amorfa que nos faz oscilar cíclica e velozmente entre a onipotência e a falta de energia para sequer sonharmos com um futuro melhor, já que as nossas idéias, para serem transmitidas para as massas, precisam furar o bloqueio dos meios de comunicação que, com seus “filtros” acabam sendo influenciados por esta rede de interesses.
Hoje, aos 53 anos, percebo com clareza os malefícios causados por este estado de espírito insano que incita a uma obsessiva busca pela perfeição e excelência, desenfreada, desregulada e desconectada do bem, pois seu alto poder de destruição faz sucumbir os ideais mais nobres que dão sustentabilidade ao ser humano como um todo, com suas virtudes e defeitos. A vaidade exacerbada é o combustível para a indecência, a falta de compostura, a falta de caráter e sobretudo a falta de verdadeiros amor e paixão.
Em nome de Deus, crimes hediondos foram cometidos contra a humanidade, mas em nome dos homens atrocidades maiores ainda, “pipocaram” na história, imbuídas de um objetivo tosco: o tal do “desenvolvimento” cruel, avassalador e capaz de estremecer as bases de conceitos que poderiam, de certa forma, justificar a nossa passagem por este mundo de forma mais positiva. A verdadeira evolução é como mágica. Envolve dedicação, tem seus truques, mas tem graça e acontece de forma natural e gradativa. Ela sustenta a si própria. Ela se auto-avalia e através desses resultados se redireciona em busca da excelência, mas também do bem comum. Quando cada um cumpre o seu papel, ela “brota” naturalmente. Considero esse o único caminho.
Que a crença em Deus não seja usada apenas para livrar dirigentes e dirigidos da incompreensão intransponível dos mecanismos complexos que controlam a vida de uma coletividade, especialmente a musical e, da perplexidade que todos temos ao nos depararmos com a multiplicidade de alternativas e a maleabilidade e relatividade não só das “certezas” aparentes e superficiais mas também de parâmetros inquestionáveis, dignos e cruciais. Não é cabível acreditar que sejam de procedência divina a persistência em quaisquer objetivos, mesmo os duvidosos, pois, pode trazer e, nesse caso, trouxe resultados forjados a ferro e fogo, que não representam um senso comum e que são amparados no desprezo e na falta de consideração com as pessoas que constituíam as “células” do “tecido” desta coletividade, independentemente do que diz a lei. Este foi um péssimo exemplo para jovens músicos e artistas. Ao tentar obrigá-los a esquecerem quem são, de onde vieram e insinuando quem deveriam ser e para onde deveriam ir, paga-se um preço demasiadamente caro por um equívoco que pode esconder, na realidade, um crime que não pode ou talvez não deva ser perdoado facilmente. É pena que as leis, como ferramentas, são muito mais utilizadas para amparar artimanhas do que para proteger o que é lícito e saudável.
É preciso muita responsabilidade e humildade para sonhar, caso contrário, o sonho pode virar paranóia e, no desejo aflito e transtornado pela sua realização, todo o controle acaba se esvaindo e provocando a destruição em cadeia dos valores mais nobres e essenciais do ser humano. Quais os benefícios que uma fé monstruosa pode trazer, se além de remover não só montanhas, acabar removendo a autenticidade e a dignidade de um povo, ao ignorar os seus alicerces éticos, suas argumentações, suas aspirações, sua história, desordenando a hierarquia dos seus valores culturais e morais e ceifando de seus artistas o direito de gostar do que fazem sem a necessidade e ansiedade doentias de querer, a todo tempo e a qualquer custo, descobrir e disputar o lugar que ocupam no “ranking” mundial?